A gratuitidade dos transportes públicos começa a ganhar força no Norte do país, com várias cidades a prepararem medidas para facilitar o acesso e incentivar uma mobilidade mais sustentável.
No Porto, a implementação está prevista para o início de 2027. Já Braga aponta para 2029, enquanto Guimarães ainda está a estudar a viabilidade da medida.
O objetivo passa por levar mais pessoas a optar pelos transportes públicos, reduzindo o uso do automóvel. Ainda assim, especialistas alertam que não basta tornar os transportes gratuitos. É essencial garantir qualidade, com boa frequência, fiabilidade e capacidade para responder ao aumento da procura.
Há também desafios financeiros. No Porto, a medida deverá custar cerca de 11 milhões de euros por ano. Em Cascais, onde os transportes já são gratuitos, o investimento anual ronda os 17 milhões.
A gratuitidade surge assim como parte de uma estratégia mais ampla de mobilidade, que exige equilíbrio entre acesso, qualidade e sustentabilidade.