O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, regressa esta tarde à Assembleia da República para um debate quinzenal que se antevê de alta tensão. No centro das atenções estarão as mudanças nas leis do trabalho, o custo de vida e o braço de ferro com a comunicação social.
O clima político aquece hoje em São Bento. Luís Montenegro volta a sentar-se frente a frente com a oposição, num momento em que o Governo é pressionado a apresentar resultados concretos para o bolso das famílias. O debate será marcado por três frentes de batalha que prometem testar a resistência do Executivo.
Com a inflação a continuar a morder o orçamento dos portugueses, a oposição quer saber o que o Governo vai fazer para travar a subida dos preços. A revisão das leis laborais é outro dos pratos fortes: o PS e os partidos à esquerda prometem confrontar Montenegro sobre a precariedade e a necessidade de aumentar os salários médios, num país que continua a perder jovens qualificados para o estrangeiro.
Mas nem só de economia se fará o debate. A relação do Governo com os jornalistas, marcada por recentes episódios de tensão e críticas à forma como o Executivo comunica, será levada à discussão. Os partidos da oposição acusam o Primeiro-Ministro de falta de abertura ao escrutínio, um tema que ganhou força nos últimos dias e que deverá dominar parte das intervenções parlamentares.
Num cenário global instável, Montenegro terá também de explicar como Portugal se está a posicionar face às incertezas externas que ameaçam a economia nacional. Para o Governo, este debate é a oportunidade de reafirmar que o país está no rumo certo; para a oposição, é o momento de expor as fragilidades de uma governação que dizem estar "desligada da realidade".
Fonte:Lusa / Foto:António Cotrim