O ex-ministro da Saúde, Manuel Pizarro, lançou um aviso contundente sobre o estado atual do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Para o antigo governante e atual deputado, a natureza crítica do serviço prestado pelo instituto é incompatível com "paragens de meses" destinadas a refletir sobre modelos de refundação que tardam em sair do papel.
Pizarro sublinhou que, embora a reestruturação do INEM seja necessária, o socorro pré-hospitalar é um setor demasiado sensível para ser colocado em "modo de espera". Na sua visão, a gestão do sistema deve ser ativa e contínua, defendendo que a discussão estratégica não pode servir de pretexto para uma estagnação operacional que degrade a assistência às populações.
O antigo detentor da pasta da Saúde apontou a falta de técnicos e médicos como um dos problemas que exige decisões urgentes, acusando o atual executivo de perder tempo em diagnósticos sucessivos em vez de avançar com a execução de soluções concretas.
"O INEM não se compadece com uma paragem de meses para pensar a refundação", reiterou Manuel Pizarro, enfatizando que a segurança dos portugueses e a eficácia do sistema de socorro não podem ficar dependentes de calendários políticos ou burocráticos. Para o ex-ministro, a reforma deve acontecer com o "motor em funcionamento", garantindo que a resposta de emergência não sofra quebras enquanto se desenha o futuro da instituição.
Fonte: Agência Lusa / Foto:Miguel A.Lopes