O Presidente da República, António José Seguro, reafirmou hoje o papel estratégico do setor agrícola na defesa do território, classificando a agricultura como um pilar indispensável na arquitetura de prevenção contra incêndios rurais. Durante a sua intervenção, o Chefe de Estado enfatizou que a gestão ativa da paisagem e o combate ao abandono das terras não são apenas imperativos económicos, mas sim componentes críticas da segurança nacional e da proteção civil, sustentando que a manutenção de áreas cultivadas e de pastagens constitui uma linha de defesa primária contra o avanço das chamas.
António José Seguro destacou que, ao contrário das zonas de floresta contínua ou matos abandonados, os terrenos agrícolas geridos apresentam uma carga de combustível significativamente reduzida, o que limita a intensidade do fogo e a sua velocidade de propagação, conferindo uma maior resiliência ao mundo rural perante fenómenos meteorológicos extremos. Um dos contributos técnicos mais relevantes apontados pelo Presidente prende-se com a criação de mosaicos paisagísticos, onde a fragmentação do território, promovida pela alternância entre culturas e áreas florestais, quebra a continuidade da biomassa e cria janelas de oportunidade cruciais para a intervenção das equipas de combate.
Foi ainda sublinhado pelo Chefe de Estado que a viabilidade económica das explorações é a única garantia de uma presença humana constante no interior, permitindo uma vigilância ativa e a deteção precoce de focos de ignição, além de garantir a manutenção de acessos fundamentais para os meios de socorro. Em suma, a mensagem do Presidente da República reforça que o apoio ao setor primário é um investimento direto na salvaguarda de vidas, bens e do património natural de Portugal, integrando a agricultura como um elemento central na estratégia de sobrevivência e sustentabilidade do território.
Fonte e Foto:Lusa