A Invicta não dormiu para acompanhar a passagem de testemunho da sua Academia. Em menos de 12 horas, o centro da cidade e o recinto da celebração religiosa foram palco de uma montanha-russa de emoções: primeiro com a despedida solene na Avenida dos Aliados e, já esta manhã, com o renovar de esperanças na Missa da Bênção das Pastas.
A noite de ontem foi marcada pela solenidade. A Avenida dos Aliados, habitualmente vibrante e ruidosa, mergulhou num silêncio profundo para a Monumental Serenata. Sob o luar da Invicta, o som da guitarra portuguesa foi o único protagonista, arrancando lágrimas a muitos finalistas que ali começaram a despedir-se da sua vida académica. A organização e os estudantes destacam a atmosfera única que se viveu, onde a saudade se antecipou ao fim da festa. Entre as capas traçadas, sentia-se o peso da história de uma cidade que vive a sua academia de forma visceral.
Sem deixar arrefecer a emoção, a manhã de domingo trouxe uma luz diferente. A Missa da Bênção das Pastas, um dos momentos mais aguardados por estudantes e famílias, decorreu num ambiente de celebração e agradecimento. Para os milhares de estudantes presentes, este dia não é apenas mais um momento da Queima, mas sim o culminar de anos de estudo e dedicação.
O momento em que as pastas foram erguidas em uníssono para a bênção foi o ponto alto da cerimónia. O gesto simboliza o mérito de quem conclui o curso, a união das famílias que acompanharam o percurso e a tradição que mantém o Porto como a capital do espírito académico. "Cada momento desta Queima faz história, mas a Bênção dá um sentido maior a todo o percurso", referia um estudante visivelmente emocionado à saída da celebração.
Com as fitas agora abençoadas, a Academia do Porto prepara-se para os dias que restam, com o coração cheio e os olhos postos no Cortejo que se aproxima. A história continua a escrever-se nas ruas da cidade, entre o negro da capa e o colorido das fitas.
Fonte e imagem:Federação Académica do Porto