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Madeira adverte para “más vontades” na Comissão Europeia em relação às regiões ultraperiféricas
Publicado em 05/05/2026 17:08
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Foto:Homem de Gouveia

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, manifestou hoje a sua preocupação face ao que classifica como “más vontades” no seio da Comissão Europeia relativamente às Regiões Ultraperiféricas (RUP). Em declarações avançadas pela agência Lusa, o governante alertou que as prioridades da União Europeia foram "invertidas", privilegiando agora os investimentos em Defesa e Segurança em detrimento da coesão territorial.

À saída de uma audiência com o novo representante da República para a Madeira, Paulo Barreto, Albuquerque apontou a negociação do Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034 como a “batalha principal” para estas regiões. O chefe do executivo madeirense teme uma redução significativa de verbas, defendendo que é fundamental assegurar a manutenção dos fundos destinados às pescas, agricultura e infraestruturas, essenciais para compensar os constrangimentos da ultraperiferia.

De acordo com o líder regional, o foco da União Europeia na reindustrialização e no reforço militar — que inclui um empréstimo substancial do qual Portugal deverá receber 5.800 milhões de euros — irá inevitavelmente "encolher" o orçamento disponível para o Fundo de Coesão. "É um erro cortar no Fundo de Coesão", sustentou Albuquerque, reforçando que este é o mecanismo vital para as regiões menos favorecidas.

Apesar de não marcar presença na próxima reunião plenária do Comité das Regiões em Bruxelas, o presidente madeirense assegurou que a Madeira continuará a reivindicar os seus direitos junto dos aliados no Parlamento Europeu, tentando evitar que as nove RUP europeias sejam prejudicadas no próximo ciclo orçamental de longo prazo da União Europeia.

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