RIO DE JANEIRO (Lusa) – A Petrobras fechou o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido de 32,7 mil milhões de reais, o equivalente a cerca de 5,65 mil milhões de euros. Este resultado representa uma contração de 7,2% em comparação com o mesmo período do ano passado, embora revele uma recuperação acentuada de 109% face ao último trimestre de 2025. De acordo com o relatório enviado às bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madrid, a petrolífera estatal brasileira gerou receitas de vendas na ordem dos 21,4 mil milhões de euros, mantendo uma estabilidade operacional com um ligeiro crescimento de 0,4% face ao início de 2025.
O diretor financeiro da companhia, Fernando Melgarejo, destacou que o balanço reflete a eficácia da estratégia da maior empresa do Brasil, impulsionada por um desempenho sólido dos ativos e por níveis recorde na produção de petróleo e gás. No campo dos investimentos, a Petrobras registou uma subida homóloga de 25%, canalizando 4,34 mil milhões de euros maioritariamente para atividades de exploração e produção. Por outro lado, o lucro operacional ajustado situou-se nos 10,3 mil milhões de euros, o que traduz uma descida de 2,4% face ao primeiro trimestre do ano anterior.
O relatório indica ainda que a dívida bruta da petrolífera cresceu 10,4% no último ano, fixando-se agora nos 60,5 mil milhões de euros. Este aumento do endividamento ocorre num período de forte aposta no reforço da capacidade produtiva da empresa. Apesar da ligeira quebra nos lucros anuais, a administração da Petrobras reforça que os indicadores demonstram a resiliência da estatal perante as flutuações do mercado energético global.