(Lusa) - O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, manifestou-se de forma clara contra a criação de uma força militar única para a União Europeia. Para o governante, a ideia de um "Exército Europeu" não é apenas complexa, mas sim "totalmente inviável" no atual contexto geopolítico e institucional.
Durante uma intervenção pública, Rangel sublinhou que a defesa do continente deve continuar a assentar no pilar da NATO, reforçando a importância da cooperação transatlântica. Segundo o ministro, a prioridade europeia deve focar-se no reforço das capacidades de defesa de cada Estado-membro e numa maior articulação entre as forças nacionais, em vez da criação de uma estrutura única que substituiria as soberanias nacionais nesta matéria.
Estas declarações surgem num momento de intenso debate sobre a autonomia estratégica da Europa, motivado pela instabilidade no Leste europeu e pelas pressões para que o bloco assuma uma maior responsabilidade na sua própria segurança. No entanto, para o chefe da diplomacia portuguesa, a solução passa pela complementaridade com a Aliança Atlântica e não pela construção de uma alternativa militar independente.