PORTO – A empresa municipal Águas e Energia do Porto (AEdP) anunciou um investimento estratégico na criação de uma rede de comunicações rádio própria e na implementação de uma central elétrica de emergência. A medida surge no âmbito do Plano de Continuidade de Negócio da organização, após uma avaliação rigorosa aos impactos do apagão generalizado ocorrido em abril de 2025.
Segundo as informações oficiais divulgadas pela AEdP, o objetivo é garantir que a cidade não sofra interrupções em serviços críticos perante falhas graves nas redes públicas de energia ou comunicações. Para além do sistema de rádio, a empresa está a estudar o recurso a comunicações por satélite e instalou uma central de emergência capaz de conferir autonomia energética total ao seu campus, incluindo o carregamento da frota de veículos elétricos.
A estratégia agora apresentada é o resultado do trabalho de uma equipa multidisciplinar que analisou os riscos de colapso de infraestruturas base. O Plano de Continuidade de Negócio, embora já aprovado em 2025, foi testado "em ambiente real" durante o incidente de 28 de abril do ano passado, permitindo identificar áreas de melhoria na coordenação e resposta no terreno.
Para o biénio 2026/2027, a Águas e Energia do Porto definiu uma agenda focada na prontidão operacional que inclui formação intensiva para colaboradores e a realização de simulacros. Com este investimento, a AEdP reforça a sua resiliência organizacional, assegurando que as funções essenciais de abastecimento e gestão energética do Porto permanecem operacionais mesmo em contextos de elevada disrupção.