Lisboa — O comportamento das taxas de referência na Zona Euro arrancou a semana com sinais mistos, mas com um forte impacto para quem tem crédito à habitação. Segundo dados divulgados esta segunda-feira e avançados pela Agência Lusa, a taxa Euribor a seis meses registou uma trajetória ascendente, fixando-se no valor mais elevado desde janeiro de 2025.
Esta subida nos prazos mais longos contrasta com a tendência verificada na maturidade mais curta. A Euribor a três meses voltou a registar uma descida na sessão de hoje. Em sentido inverso, os prazos a seis e a 12 meses voltaram a pressionar a curva de rendimentos, com o indexante a meio ano a assumir o maior destaque ao renovar máximos de dezasseis meses.
Estas oscilações diárias nas taxas Euribor continuam a refletir a volatilidade dos mercados financeiros e as expectativas dos investidores quanto aos próximos passos da política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Para as famílias portuguesas com contratos indexados a estes prazos, esta atualização traduz-se numa manutenção da pressão sobre as prestações da casa nos próximos meses.