Lisboa — O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, afirmou esta segunda-feira que o programa "Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência" (PTRR) está a registar um desempenho "globalmente bem" sucedido. No entanto, o governante assumiu que o processo de apoio à reconstrução de habitações próprias permanentes não tem demonstrado o mesmo nível de eficiência. De acordo com as declarações avançadas pela Agência Lusa, o balanço foi apresentado em Lisboa, durante a conferência "PTRR: Um novo ciclo de investimento".
O ministro, responsável pela coordenação técnica do programa, revelou que mais de sete mil empresas já beneficiaram de dotações financeiras aprovadas através de linhas de crédito, destacando a injeção de 1.500 milhões de euros especificamente direcionados para a região de Leiria. Em contrapartida, Castro Almeida manifestou forte preocupação com a vertente habitacional, revelando que, das 35 mil candidaturas submetidas para a recuperação de primeiras habitações, pouco mais de um terço foi efetivamente solucionado até ao momento.
O governante atribuiu esta assimetria na eficiência à disparidade de ritmos de trabalho entre as várias autarquias locais, que detêm a competência de avaliar os danos no terreno. O ministro criticou o facto de existirem municípios que ainda não iniciaram qualquer diagnóstico, contrastando com os "bons exemplos" de câmaras como as de Cantanhede e Anadia, que já concluíram o processo. O PTRR conta com uma dotação orçamental global de 22.600 milhões de euros e estende-se por um horizonte temporal de nove anos.