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Irão acusa Estados Unidos de bloquearem negociações para fim da guerra
Por Redação
Publicado em 23/05/2026 10:03
International
Foto:Lusa

Teerão — O governo de Teerão acusou publicamente os Estados Unidos de estarem a entravar as conversações diplomáticas destinadas a travar o conflito armado, culpando a Casa Branca de apresentar "exigências excessivas". A reação surge após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter alterado a sua agenda oficial devido a indicações de um possível reatar das operações militares. As informações foram avançadas pela Agência Lusa, com base no relato dos canais de comunicação estatais iranianos Tasnim e Fars.

O descontentamento foi formalizado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, durante uma conversa com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. O governante iraniano lamentou as diretrizes ambíguas e contraditórias vindas de Washington, sublinhando que esta postura prejudica de forma direta a mediação que está a ser conduzida pelo Paquistão. Apesar de assumir um cenário de profunda quebra de confiança nos norte-americanos, o ministro assegurou que o Irão continua empenhado na via diplomática com o objetivo de alcançar um desfecho equilibrado.

Como parte dos esforços de mediação regionais, o chefe do Exército do Paquistão, marechal Asim Munir, deslocou-se à capital iraniana para uma reunião prolongada com a tutela diplomática local, focada em travar uma nova escalada de violência. Paralelamente, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, recordou que os fossos entre as duas potências continuam muito cavados, havendo dossiês complexos por fechar, como a cessação das hostilidades no Líbano, a segurança no Estreito de Ormuz, as sanções marítimas aos portos iranianos e o programa nuclear.

Face à sensibilidade do conflito, desencadeado a 28 de fevereiro pelas forças norte-americanas e israelitas, o Qatar também tem em curso missões diplomáticas paralelas, tendo enviado uma comitiva a Teerão na última sexta-feira. Do lado ocidental, os meios de comunicação dos Estados Unidos adiantam que o Pentágono estará a ultimar preparativos para potenciais bombardeamentos a curto prazo. O próprio Donald Trump convocou o seu conselho de segurança e cancelou a sua presença nas Bahamas, onde iria assistir ao casamento do filho, Don Jr., justificando a permanência em Washington com matérias urgentes de Estado.

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