Lisboa, 29 mai 2026 (Lusa) - Uma mulher morreu esta sexta-feira em Palmela, no distrito de Setúbal, depois de ter aguardado mais de uma hora pela chegada de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), num caso que está a suscitar críticas e alertas sobre o funcionamento do sistema de emergência pré-hospitalar.
A chamada para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) foi feita às 14h45, mas a VMER apenas chegou ao local às 15h52, ultrapassando o tempo de resposta considerado adequado para situações classificadas como prioridade máxima.
Nestes casos, segundo os protocolos em vigor, a resposta deve ser imediata, uma vez que se tratam de situações potencialmente críticas em que a rapidez de intervenção pode ser determinante.
O caso surge no contexto de denúncias do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), que tem alertado para vários atrasos no socorro associados à falta de meios disponíveis.
Segundo o presidente do sindicato, Rui Lázaro, várias viaturas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) têm estado inoperacionais devido a avarias, sem substituição imediata por falta de veículos de reserva.
O sindicato refere ainda que existem dezenas de ambulâncias em oficina, o que está a reduzir a capacidade de resposta do sistema. Em declarações à Lusa, Rui Lázaro alertou para o impacto destas limitações no socorro, referindo que algumas delegações não dispõem de viaturas de substituição.
Nos últimos dias, o STEPH tem também denunciado outros episódios de atrasos em situações consideradas prioritárias, envolvendo casos de dificuldades respiratórias e dor torácica em diferentes zonas da região de Lisboa e Vale do Tejo.
Segundo o sindicato, em alguns casos recentes, ambulâncias e meios de emergência terão ficado temporariamente indisponíveis, sem substituição imediata, contribuindo para tempos de resposta acima do recomendado.