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Montenegro recusa comentar o caso do MAI e diz que há que aguardar inquérito
Primeiro-ministro remete esclarecimentos sobre processo envolvendo Luís Neves para o Ministério Público e garante que a equipa governamental "está em grande forma".
Por Redação
Publicado em 24/07/2026 06:31 • Atualizado 24/07/2026 06:31
Nacional
@Lusa

Figueira da Foz, Coimbra, 24 jul 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro, Luís Montenegro, escusou-se esta quinta-feira a tecer novos comentários sobre a polémica em torno do ministro da Administração Interna, Luís Neves, defendendo que se deve aguardar serenamente o desfecho das investigações judiciais. A posição do chefe do Executivo surge após a Procuradoria-Geral da República ter confirmado a abertura de um inquérito na sequência da descoberta de um atrelado com químicos associados ao tráfico de droga numa empresa de construção que realizou obras para o governante.

Interpelado pelos jornalistas na Figueira da Foz, Montenegro desvalorizou as críticas da oposição e rejeitou categoricamente qualquer cenário de fragilidade ou falta de coordenação no elenco governamental.

“O Governo está em grande forma, eu também estou e estamos a trabalhar todos os dias. Só quero é que vocês tenham pedalada para nos acompanhar a noticiar tudo o que vamos fazendo”, ironizou o primeiro-ministro.

A intervenção pública ocorreu à margem da cerimónia de lançamento da primeira pedra da futura fábrica da multinacional Hennig, um investimento industrial estratégico:

Inovação na Figueira da Foz: O projeto, avaliado em 51 milhões de euros, destina-se à produção de componentes para centros de dados e deverá estar concluído em 2027, contando com a presença do ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, e do autarca Pedro Santana Lopes.

Cápsula do Tempo: No ato simbólico de arranque das obras, Montenegro participou no enterro de uma cápsula do tempo com jornais do dia, plantas do edifício e adereços desportivos.

Gestão Pessoal e Política: Questionado com humor sobre se a recusa em gozar férias no verão se devia a receios de instabilidade política, o chefe do Governo riu-se e esclareceu tratar-se apenas de uma "opção de organização da vida familiar e política", confirmando que irá descansar mais tarde.

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