O espaço cibernético continua a apresentar sérios riscos para a população infantojuvenil. Registos relativos ao ano de 2025 indicam que mais de 20 milhões de crianças em todo o mundo foram vítimas de exploração e abuso sexual através da internet, sublinhando a dimensão e a gravidade desta problemática em escala global.
A proliferação do acesso a dispositivos móveis, aliada ao surgimento de novas redes de comunicação e ferramentas automatizadas, facilitou a disseminação e a produção ilegal de conteúdos de abuso. Organizações de proteção de menores e autoridades policiais internacionais destacam que este crescimento ultrapassa a capacidade de resposta atual dos mecanismos tradicionais de ffiscalização.
Face a este cenário alarmante, peritos e entidades de defesa dos direitos das crianças renovam o apelo para que os governos e as plataformas tecnológicas assumam uma responsabilidade acrescida. Entre as medidas prioritárias apontadas estão a implementação de controlos de verificação mais rigorosos, a aplicação de algoritmos de deteção precoce de conteúdos ilícitos e o reforço da cooperação judicial transfronteiriça para identificar e punir os infratores.
Fonte - Lusa