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UGT Exige Salário Mínimo De 1.000 Euros E CGTP Reclama "Choque Salarial" Em 2027
Centrais sindicais sobem a fasquia das reivindicações na discussão do Orçamento do Estado, exigindo atualização de rendimentos acima do acordo tripartido para mitigar o aumento do custo de vida.
Por Redação
Publicado em 16/09/2026 21:04
Nacional
@Lusa

Lisboa, 16 set 2026 (Lusa) — A União Geral de Trabalhadores (UGT) e a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) apresentaram esta quarta-feira propostas de forte valorização remuneratória ao Governo durante a reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, enquadrada na preparação do Orçamento do Estado para 2027.

À saída do encontro com o ministro das Finanças, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, revelou a exigência de elevar a Remuneração Mínima Mensal Garantida dos atuais 920 euros para 1.000 euros já no próximo ano. A proposta ultrapassa os 970 euros previstos no acordo tripartido em vigor, justificando o dirigente sindical que a trajetória acordada se tornou insuficiente perante a pressão inflacionista, o aumento dos preços dos combustíveis e os encargos com o crédito à habitação. A UGT propõe ainda um referencial de 5,5% para o crescimento salarial global na negociação coletiva.

Por seu lado, a CGTP considerou a apresentação macroeconómica da tutela "desfasada da realidade" por omitir respostas ao investimento nos serviços públicos, habitação e perda de poder de compra. O secretário-geral da intersindical, Tiago Oliveira, reiterou a necessidade de um "choque salarial" na economia nacional, defendendo um aumento geral de 15% para todos os trabalhadores (com um mínimo de 150 euros) e a fixação do salário mínimo nos 1.100 euros a partir de janeiro de 2027.

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