As duas principais centrais sindicais portuguesas defendem que a revisão em alta do Salário Mínimo Nacional (SMN) para além do valor fixado para 2027 não só é viável do ponto de vista económico, como é um passo urgente e indispensável para combater a inflação e a estagnação salarial no país.
Apesar de o acordo de rendimentos estipular uma trajetória progressiva que atinge os 970 euros até 2027, tanto a CGTP como a UGT consideram que este patamar fica aquém das reais necessidades dos trabalhadores. Para a CGTP, a trajetória atual reforça a perda de poder de compra num contexto de custo de vida elevado, reiterando que a valorização dos salários é a única via para travar o empobrecimento de quem trabalha. Por seu lado, a UGT sinaliza que as margens do crescimento económico e da produtividade conferem folga suficiente para acelerar este aumento, exigindo que a trajetória negociada seja reavaliada.
A reivindicação sindical volta a colocar pressão sobre o Governo e as confederações patronais na Concertação Social, reabrindo o debate sobre até que ponto o valor de 970 euros em 2027 responde aos desafios socioeconómicos do país ou se deve ser ajustado para um patamar mais expressivo.
Fonte - Lusa