A escassez de docentes nas escolas públicas portuguesas continua a ser um dos principais desafios do arranque deste ano letivo. Segundo revelou o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, durante um debate na Assembleia da República, cerca de seis mil professores apresentaram baixa médica desde a reabertura dos estabelecimentos de ensino. Este fator contribuiu diretamente para o número elevado de horários por preencher, que a meio da semana rondava ainda mais de dois mil lugares por atribuir, concentrados sobretudo na Grande Lisboa e na Península de Setúbal.
A somar ao défice de docentes, dezenas de estudantes continuavam sem colocação atribuída no arranque da semana. De acordo com a tutela, as matrículas efetuadas fora do prazo legal justificam em grande parte esta retenção de alunos fora das salas de aula.
Para responder às dúvidas sobre a real extensão da falta de professores e o impacto no currículo dos estudantes, o Ministério anunciou o desenvolvimento do novo Sistema Integrado de Informação da Educação. No encerramento da intervenção parlamentar, o governante sublinhou a urgência de aumentar a exigência dos programas escolares e adiantou a intenção do Executivo em aprovar um novo regime de autonomia e governação para os agrupamentos escolares até ao final do ano.
Fonte - Sic Notícias