Aveiro, 02 out 2026 (Lusa) — O presidente do Chega, André Ventura, atacou duramente esta sexta-feira a postura da liderança do Partido Socialista no âmbito do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), acusando os socialistas de "amadorismo e irresponsabilidade" por admitirem a viabilização da proposta governamental antes mesmo de conhecerem o seu teor final.
À entrada para uma sessão sobre Economia e Reforma do Estado promovida pela comissão distrital de Aveiro do Chega, o líder da oposição considerou inédito na história democrática um partido garantir a aprovação de uma lei de meios sem exigências prévias. "O PS fez um péssimo serviço ao país e fez um enorme frete ao Governo e ao PSD", afirmou Ventura, sustentando que a atitude do grupo parlamentar socialista elimina a capacidade de pressão da oposição para negociar medidas de alívio fiscal.
Segundo o presidente do Chega, o entendimento tácito entre os dois maiores partidos anula a motivação do Executivo de Luís Montenegro para acolher propostas de alívio do custo de vida, apontando especificamente a redução da taxa de IVA sobre os combustíveis como uma das bandeiras do seu partido prejudicadas por este cenário. "Qual é a motivação do Governo para fazer o que é certo, se sabe que tem ali já a muleta do Partido Socialista a funcionar?", questionou.
Apesar de dar como assegurada a viabilização do documento orçamental no Parlamento, André Ventura garantiu que a bancada do Chega não renunciará ao seu papel fiscalizador. O líder partidário confirmou a apresentação de um pacote de propostas na especialidade focado em setores estratégicos como a saúde, habitação, educação, imigração e desagravação fiscal dos combustíveis.