O Município do Porto está a testar uma nova plataforma digital destinada a organizar o acesso dos transportes turísticos à Zona de Restrição (ZR). A ferramenta pretende reduzir a burocracia, simplificar os procedimentos para os operadores e melhorar a gestão do espaço público.
Com este sistema, as empresas poderão submeter pedidos de acesso totalmente online, indicando o dia, o horário e o local pretendidos, sem recorrer aos procedimentos manuais atualmente existentes.
A aplicação permitirá ainda criar perfis dos operadores, com o registo das respetivas matrículas e alvarás, concentrando a informação necessária à gestão dos pedidos.
Uma das funcionalidades da plataforma será um calendário que mostrará a disponibilidade dos pontos de paragem por local e período horário. A informação será apresentada através de um sistema visual semelhante a um semáforo, permitindo aos operadores perceber antecipadamente onde existe capacidade disponível.
Quando um pedido respeitar as regras em vigor e houver espaço no local e horário escolhidos, a autorização poderá ser emitida automaticamente. Os períodos ou locais sem capacidade disponível ficarão bloqueados no sistema.
A solução pretende, assim, facilitar o planeamento das operações e evitar concentrações excessivas de veículos turísticos nos mesmos pontos da cidade.
A nova ferramenta também deverá tornar a fiscalização mais rápida. Os serviços municipais poderão acompanhar os pedidos de forma integrada, enquanto a Polícia Municipal terá possibilidade de verificar em tempo real a validade das autorizações concedidas.
O vereador responsável pelas áreas da Mobilidade e do Turismo, Hugo Beirão Rodrigues, afirma que o objetivo passa por substituir procedimentos burocráticos por soluções tecnológicas, facilitando a atividade dos operadores e promovendo uma utilização mais organizada do espaço público.
O desenvolvimento da plataforma contou com consultas ao setor turístico, procurando adaptar o sistema às necessidades de quem opera na cidade.
A iniciativa surge numa fase em que o Porto está também a introduzir alterações nos locais destinados à tomada e largada de passageiros dos transportes turísticos, com particular incidência na Baixa e no Centro Histórico.
Com estas medidas, a autarquia pretende conciliar a atividade turística com a circulação na cidade e o quotidiano de residentes e trabalhadores, promovendo uma gestão mais eficiente dos fluxos de visitantes.