A Câmara Municipal do Porto reforçou o seu compromisso na criação de respostas sociais orientadas para a população sénior, com o objetivo de assegurar que o envelhecimento na cidade ocorra com dignidade, acompanhamento e autonomia. A garantia foi dada pelo presidente da autarquia, Pedro Duarte, durante a abertura da conferência "Novas Sociedades Longevas", que decorreu na Fundação António Cupertino de Miranda.
Sob o lema de que "ninguém tenha de envelhecer sozinho", o autarca destacou o papel fundamental do programa municipal "Apoiar para Cuidar". A iniciativa, integrada no Plano de Ação Porto Cidade Amiga das Pessoas Idosas 2026-2028, foca-se na capacitação, suporte psicológico e disponibilização de tempos de descanso aos cuidadores informais — um grupo que muitas vezes desempenha o seu papel no anonimato e, em muitos casos, já em idade avançada.
Para além do apoio direto às famílias e às instituições do setor social, a estratégia do município passa também pela adaptação e modernização do espaço público. A eliminação de barreiras arquitetónicas surge como prioridade para garantir que os cidadãos mais velhos continuem a circular em segurança e a participar ativamente na vida comunitária.
Durante a intervenção, Pedro Duarte sublinhou que a longevidade deve ser vista como uma conquista coletiva e não como um fardo, apelando à valorização da sabedoria e experiência das gerações mais antigas.
O encontro contou ainda com as intervenções da secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, do presidente do Conselho Económico e Social (CES), Luís Pais Antunes, e da presidente da Fundação António Cupertino de Miranda, Maria Amélia Cupertino de Miranda.
O ciclo de conferências faz parte de um projeto ibérico promovido pelo CES em parceria com a Universidade de Salamanca e o Instituto Politécnico de Bragança, visando debater os desafios demográficos e incentivar o desenvolvimento de territórios inclusivos para todas as idades.
Fonte - Município do Porto