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Ruas de Lisboa e do Porto Voltam a Encher-se na Reivindicação pelo Direito à Casa
Movimentos cívicos promovem marcha e novas acampadas na capital e na Invicta, numa jornada de luta alargada a Beja, Braga, Faro, Viana do Castelo e Funchal.
Por Redação
Publicado em 31/10/2026 18:12 • Atualizado 31/10/2026 18:18
Sociedade
Arquivo (Lusa)

Lisboa, 31 out 2026 (Lusa) — Os protestos pelo direito à habitação regressam este sábado às ruas de várias cidades do país, com destaque para as manifestações em Lisboa e no Porto e o agendamento de acções descentralizadas promovidas por diversas plataformas cívicas.

Na capital, a mobilização parte do Largo Luís de Camões com destino ao Rossio, local onde o movimento Acampada de Lisboa prevê repor as tendas para pernoita, contando ainda com uma concentração prévia do coletivo Mães pela Acampada em solidariedade com os jovens manifestantes. No Porto, os protestos concentram-se na Praça da Batalha, seguindo em marcha até à Praça D. João I. A jornada de luta estende-se a outros pontos do território nacional, incluindo assembleias populares e reuniões abertas em Viana do Castelo, Braga, Faro, Beja e Funchal, com vista a preparar uma manifestação de âmbito nacional agendada para 14 de novembro.

Os manifestantes exigem o recuo da proposta de lei do Governo para a alteração do regime de arrendamento urbano — atualmente sob debate na especialidade no Parlamento —, reclamando a fixação de limites aos valores das rendas, a suspensão dos despejos sem alternativa habitacional, o travão à atuação de fundos imobiliários e o reforço da habitação pública. A contestação social surge num contexto de forte subida dos custos habitacionais, com os dados mais recentes a confirmarem um aumento anual de 18% no preço por metro quadrado no país.

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