(Lusa) - A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, defendeu esta segunda-feira que a agenda da sua pasta não se esgota na revisão das leis do trabalho. À margem da cerimónia de assinatura do Protocolo SAD+Saúde, em Lisboa, a governante sublinhou que, por muito relevante que o processo seja, existem outras frentes de ação governativa igualmente fundamentais.
Questionada sobre a sua continuidade no cargo, Palma Ramalho reiterou que mantém a confiança política necessária "enquanto o Primeiro-Ministro assim o entender". A ministra aproveitou para clarificar que a reforma laboral em curso é uma iniciativa de todo o Executivo, e não um projeto isolado. "A decisão final sobre a versão que seguirá para o Parlamento será tomada em Conselho de Ministros", explicou, reforçando o caráter colegial da proposta.
O documento final deverá basear-se no anteprojeto aprovado em julho do ano passado, mas contará com alterações significativas. Segundo a governante, o texto irá incorporar contributos recolhidos durante os últimos nove meses junto de parceiros sociais, associações empresariais e sindicais, bem como de várias instituições da sociedade civil.
Relativamente ao pré-aviso de greve geral agendado pela CGTP para o dia 3 de junho, a ministra encarou a situação com naturalidade. Maria do Rosário Palma Ramalho afirmou que o protesto já era esperado e que a entrega do documento formal constitui apenas o cumprimento de uma etapa protocolar por parte da central sindical.