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Montenegro afirma que Governo não tem “nenhuma fixação” com as leis laborais
Primeiro-ministro garante que reforma não visa retirar direitos e defende maior dinamismo na legislação do trabalho
Por Redação
Publicado em 26/05/2026 13:14
Nacional
Foto:Hugo Delgado

(Lusa) - O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta terça-feira que o Governo não tem “nenhum fetiche” com as leis laborais, defendendo que o objetivo das alterações em preparação não passa por retirar direitos aos trabalhadores.

Em Braga, na abertura da Cimeira da Indústria, Montenegro respondeu às críticas de sindicatos que protestavam contra a reforma laboral, sublinhando que a valorização das empresas deve ser entendida como uma valorização de todos os seus trabalhadores.

O chefe do Governo defendeu que Portugal tem atualmente uma legislação laboral demasiado rígida em comparação internacional, referindo dados da OCDE, e argumentou que maior flexibilidade pode contribuir para atrair investimento e aumentar a competitividade da economia.

Montenegro rejeitou ainda a ideia de que medidas como o outsourcing ou o banco de horas representem um retrocesso, defendendo que fazem parte de um modelo económico moderno.

O primeiro-ministro acrescentou que o Governo pretende ajustar a legislação “sem revoluções”, mas acompanhando a evolução dos tempos, e afirmou acreditar que Portugal pode atingir taxas de crescimento económico mais elevadas de forma sustentada.

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