Lisboa, 29 mai 2026 (Lusa) - O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho afirmou esta sexta-feira que a Prestação Social Única (PSU), aprovada pelo atual Governo PSD/CDS-PP, lhe parece uma medida positiva, sublinhando que a proposta já fazia parte do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) do anterior executivo socialista.
À saída de uma cerimónia em Vila Nova de Gaia, dedicada aos 850 anos do mutualismo em Portugal, o social-democrata referiu que, tanto quanto tem conhecimento, a reforma estava incluída nos compromissos assumidos por Portugal junto da União Europeia.
Passos Coelho considerou que a criação da PSU integra um processo de harmonização das condições de acesso às prestações sociais, defendendo que essa mudança é positiva.
O antigo primeiro-ministro sublinhou ainda que não é relevante o facto de a medida ter sido iniciada por um governo socialista e concretizada por um executivo de outra cor política, considerando tratar-se de um compromisso do Estado português.
“Parece-me bem. Tanto quanto compreendo, isto tem a ver com uma harmonização da condição de recursos que se aplica às diversas prestações sociais”, afirmou.
Segundo Passos Coelho, o essencial é o cumprimento dos compromissos assumidos a nível europeu, sobretudo no âmbito da reorganização das prestações sociais não contributivas.
O ex-governante defendeu ainda que o ritmo das reformas deveria ser mais acelerado, tendo em conta as preocupações dos cidadãos em áreas como a saúde e a habitação.
Questionado sobre a participação nas eleições diretas do PSD, o antigo líder social-democrata confirmou que não irá votar, explicando que não se inscreveu a tempo no voto em mobilidade e que estará ausente por motivos pessoais ligados a uma homenagem familiar.