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Ministra da Saúde apanhada de surpresa por greve no INEM e apela ao recuo dos sindicatos
Ana Paula Martins estranha a paralisação marcada para setembro, defende a valorização da carreira e garante serviços mínimos para salvaguardar a emergência médica.
Por Redação
Publicado em 14/08/2026 13:29
Nacional
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A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, manifestou forte perplexidade perante o anúncio de uma greve geral dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH), agendada para os dias 14 e 28 de setembro. Em declarações prestadas em Faro, a governante assumiu estar surpreendida com a decisão do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) e apelou ao bom senso dos representantes sindicais para que reponderem a paralisação.

A titular da pasta da Saúde garantiu não compreender os fundamentos do protesto, sublinhando que o Ministério se encontra num processo ativo de negociação e valorização da carreira destes profissionais. Ana Paula Martins recordou que a prestação de cuidados de emergência envolve «limites de natureza ética» intransponíveis, assegurando que, caso a greve avance, serão decretados os serviços mínimos necessários para proteger a população.

Reagindo também à exigência dos sindicatos para o afastamento do presidente do conselho diretivo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Luís Cabral, a ministra foi perentória ao afastar essa hipótese, declarando que a definição da liderança do instituto não compete às estruturas sindicais.

Do lado dos trabalhadores, a greve — aprovada em Assembleia Geral — surge em protesto contra a nova Lei Orgânica do INEM e a reestruturação da rede de socorro, designadamente a passagem de meios de emergência para as Unidades Locais de Saúde (ULS). Os profissionais acusam a tutela e a atual administração de promoverem o «desmantelamento» do serviço público de emergência médica.

Fonte - Lusa

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