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Chega Formaliza Moção de Censura Exigindo Queda do Governo
Líder do partido dá entrada ao documento no Parlamento após impasse na pasta da Administração Interna e acusa o Primeiro-Ministro de inacção perante o caso Luís Neves.
Por Redação
Publicado em 02/09/2026 17:13
Nacional
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O Chega formalizou a entrega de uma moção de censura contra o Executivo liderado por Luís Montenegro, levando ao limite a pressão política sobre a tutela do Ministério da Administração Interna. O anúncio oficial foi feito esta quarta-feira por André Ventura, que confirmou o envio imediato da iniciativa para a mesa da Assembleia da República.A decisão surge no auge da controvérsia que envolve Luís Neves, cuja continuidade no mandato é considerada insustentável pela bancada do Chega. Em declarações na Assembleia da República, André Ventura sustentou que a gravidade do cenário atual retirou a legitimidade ao governante para permanecer na liderança das forças de segurança, acusando o Primeiro-Ministro de optar pelo silêncio em vez de responder à crise institucional.

Consultas a Belém e Desafio à Oposição

Antes de avançar para a apresentação do documento parlamentar, André Ventura revelou ter mantido contactos diretos com o Palácio de Belém, confirmando duas conversas com o Presidente da República sobre o desenrolar da situação. Segundo o dirigente, a falta de desenvolvimentos ou de consequências políticas por parte do Executivo não deixou ao partido outra alternativa de atuação.

Falta de Iniciativa Executiva: O partido critica a ausência de justificações claras da parte de Luís Montenegro quanto à manutenção do ministro em funções.

Mecanismo Extremo: A moção de censura é apresentada como a única ferramenta constitucional restante para forçar uma redefinição governativa.

Estratégia Parlamentar: A iniciativa obriga o conjunto dos partidos do hemiciclo a assumir uma posição formal durante a votação do texto.

Com o documento entregue na Assembleia da República, abre-se agora o processo regimental para o agendamento do debate no hemiciclo, onde as restantes forças partidárias terão de ditar o desfecho da iniciativa promovida pela oposição.

Fonte Comunicado em direto á imprensa

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