Lisboa, 17 mai 2026 (Lusa) — O presidente do PSD formaliza na segunda-feira a sua terceira proposta de estratégia global à liderança do partido, um documento projetado para os próximos dois anos e focado na estabilidade governativa, num horizonte temporal sem atos eleitorais previstos até meados de 2028.
O prazo limite para a entrega da moção e das 1.500 assinaturas termina às 18:00 de segunda-feira, coincidindo com o primeiro aniversário das segundas legislativas antecipadas ganhas por Luís Montenegro. A estratégia do líder social-democrata e primeiro-ministro deverá centrar-se nos desafios de gerir um Parlamento tripartido e sem maioria absoluta, onde a coligação PSD/CDS-PP (91 deputados) enfrenta o Chega como segunda força política (60 deputados) e o PS como terceira (58).
Este cenário de aparente acalmia contrasta com os mandatos anteriores de Montenegro, cujas moções de 2022 e 2024 foram atropeladas por reviravoltas políticas, incluindo a queda do Governo de António Costa e a posterior destituição do seu próprio primeiro executivo, em março de 2025. Após vencer as eleições de maio do ano passado, o primeiro-ministro tem gerido o Governo como o "eixo central" do sistema, evitando parceiros preferenciais à esquerda ou à direita.
O adiantamento destas diretas para maio foi anunciado por Montenegro como um desafio à oposição interna, surgindo após críticas do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. Com Passos Coelho fora da corrida, Luís Montenegro volta a ser candidato único, com o 43.º Congresso do PSD agendado para 20 e 21 de junho, em Anadia.